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Parece que agora todo mundo está na “Nuvem”

Parece que agora todo mundo está na “Nuvem”

Houve um tempo que Nuvem significava apenas um lugar onde a chuva era armazenada ou que abrigava anjos.

Hoje, é comum ouvir as pessoas utilizando o termo: “Salvar na Nuvem”. Lembro que foi algo que se popularizou com o lançamento do “Google Drive” em meados de 2012.



Entretanto, a ideia é mais antiga do que se parece, em 1997 durante uma palestra acadêmica, Ramnath Chellappa, já anunciava a possibilidade de guardar arquivos na Nuvem.

E se formos mais a fundo, o mérito dos primeiros registros do conceito Cloud Computing, tecnologia por trás da “Nuvem”, são atribuídos à John McCarthy[1], conhecido pelos estudos no campo da inteligência artificial, por ser o criador da linguagem de programação “Lisp[2]” e pelos primeiros estudos de “time-sharing”, que é a possibilidade de um grande número de usuários interagir simultaneamente com um único computador.

Mas nada melhor quer ver o resultado com os próprios olhos, o cenário atual mostra que este tipo de solução vem ganhando importância e tornando-se viável do ponto vista técnico e econômico, contribuindo para transformações na Era digital[3].

Neste artigo, gostaria de pontuar alguns aspectos sobre a mudança de hábito na visão do usuário comum e, posteriormente, no mundo corporativo.

Antigamente, um adolescente ou adulto guardava bilhetes de escola ou cartinhas em um lugar que só ele sabia que era seguro, por exemplo, dentro de um livro. Já nos tempos de hoje, qualquer pessoa pode guardar qualquer conversa para sempre na “Nuvem”.

Quantas vezes você já disse: “- Não perdi as fotos... -- Estão todas na “Nuvem”.

Outro exemplo seria: Hoje baixei o meu TCC, fiz as alterações e já está na “Nuvem”. Posso realizar estas ações no computador ou no celular que está tudo sincronizado e isto é muito legal e seguro: está gravado e armazenado na Nuvem”.

Esta realidade é um fato, tanto que iniciei citando o “Google Drive”, pois muitos já usufruem do Cloud Computing, mesmo sem saber. Utilizando, por exemplo, os recursos da conta no Gmail: que oferece os aplicativos que funcionam e possibilitam a interação do usuário na mesma plataforma que o “Google Drive”, “Google Docs”, “Google Maps”, “Gmail” e etc...

As “cabeças estão nas nuvens”, em outras palavras, o conhecimento está na “Nuvem”. Há sem dúvidas vantagens, como acessar arquivos e executar várias tarefas pela internet sem precisar instalar certos programas no seu Lap Top. Mas faz parte das dicas de segurança não deixar nenhuma foto ou vídeo em qualquer aparelho. Independente do que aconteça com o device, o ideal é tudo estar na “Nuvem”. Trata-se daquele ditado: “O seguro morreu de velho...” e ainda pode ampliá-lo se utilizando da criptografia.

Por fim, a ideia é acessar através da Internet vários serviços, modificar o objeto, salva-lo, torna-lo acessível de qualquer lugar por meio de ferramentas e, se necessário, até compartilha-lo com outras pessoas no final.

Talvez o usuário tenha uma sensação de se sentir “morto” quando estiver em local onde não há internet ou apenas não ter acesso ao 4G. Esta seria a desvantagem do Cloud Computing, estarmos cada vez mais dependentes da Internet.

Em relação às empresas a utilização da "Computação na Nuvem” ganha importância quando de fato possibilita reduzir custos e existência de condições mais flexíveis, tornando então atrativo.

Tempos não muito distantes, empresas tinham o armazenamento dos dados do seu negócio em um local interno e sempre com as velhas preocupações de confidencialidade, integridade e disponibilidade. Na verdade, para manter esta tríplice na sua governança era necessário, por exemplo, ter o cuidado em manter os servidores e outros equipamentos e ferramentas sempre atualizados.

A minha impressão é que, antes da viabilidade do Cloud Computing, as empresas, principalmente as pequenas e médias, não alcançavam a redução significativa dos seus custos, pois era necessário manter a “infra” (servidores, switch’s, a conectividade com a rede etc.), economizando apenas com a utilização de software livres / gratuitos para alguns serviços, como o de e-mail.

Os dados/informações são vitais para o negócio de uma empresa, assim como, estar atualizada com a tecnologia para manter sua competitividade. Economizar é fundamental, entretanto, é preciso uma decisão estratégica, para atribuir esta tarefa a terceiros.

Cuidar do coração de empresa exige parceria, responsabilidade, transparência e confiabilidade. Esses são os valores que você deve procurar quando for contratar um serviço de implementação de Cloud Computing. Trabalho na aréa de tecnologia a mais de 20 anos e sei que são poucas as empresas que oferecem a Solução de Cloud Computing para que de fato se tenha economia com os equipamentos, software e até aqueles custos indiretos tais como treinamento.

É assim que está dada a nossa realidade, uma tendência em estar com a "computação em Nuvem”, realmente é uma revolução! Se pensarmos que para transmitir uma informação antigamente se utilizava a pomba e hoje temos a “Nuvem”.

Enfim é uma tecnologia que já respondeu para aqueles que tinham restrições em relação a segurança, ou seja, é seguro que não haverá perda de informações se guardar os seus dados na “Nuvem”, ainda que chova, a “Nuvem” não se desfaz.




[1] John Mccarthy - foi um cientista da computação dos E.U.A e considerado o pioneiro da “Intelegência Artificial”

[2] Lisp - A linguagem Lisp foi projetada primariamente para o processamento de dados simbólicos – Uma linguagem formal matemática.

[3] Era Digital - termo é utilizado para designar os avanços tecnológicos advindos da Terceira Revolução Industrial inicialmente no fim do século XX.





luiz-lara-autor-blogArtigo de Luiz Antonio Bittencourt Lara
Técnico de Telecom
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